Existem aquelas músicas que ouvimos ao longo de nossa vida, as vezes não sabemos qual o seu título, quem a canta, mas as cantarolamos em nossas cabeças, algumas vezes acabam associadas à momentos de nossas vivências, outras vezes as ouvimos de forma involuntária... mas a verdade é que estas trilhas estão sempre lá...Se bem me lembro, nunca tinha parado para ouvir um disco de Toquinho... sempre uma música ali outra aqui... num disco presenteado, perdido no meio de outros cantores... músicas suas por outros intérpretes, no entanto nunca tinha sido ele em si... até hoje, em seu show...
Quem já gostou um poquinho de alguém, deve ter sentido um aperto no peito ao ouvi-lo cantar as músicas mais românticas e doídas dos velhos boêmios, as tristezas, os amores e as saudades disfarçados de sambinhas alegres... foi possível sentir a presença de Vinicius no palco, deste que foi capaz de casar 9 vezes e ainda dizer que "por toda a minha vida eu vou te amar", capaz de nos fazer acreditar no amor, mesmo "em cada despedida"...
No entanto se aqueles que já gostaram de alguém sentiram o coração bater mais forte, os que já amaram passaram mal... não puderam conter as lágrimas, que pequeninas saiam pelo cantinho dos olhos para cantarem junto... toda a saudade... daquela mais sincera em saber que aquele querido está por aí e não aqui... a saudade de um futuro, agora incerto... todo este sentimento na forma de notas e arranjos, em coro e palmas... em ser capaz de fazer calar quem tentava cantar, que com aquele nó na garganta se entregou, para simplesmente ouvir as músicas... que uma a uma traziam as lembranças de quando a saudade não existia, pois existia a presença e a pele...
E que se tudo chega a um fim...
...como um menino que caminha "e caminhando chega no muro... e ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está... e o futuro é uma astronave... que tentamos pilotar... não tem tempo nem piedade... nem tem hora de chegar... sem pedir licença muda nossa vida... e depois convida a rir ou chorar... nessa estrada não nos cabe... conhecer ou ver o que virá... o fim dela ninguém sabe... bem ao certo onde vai dar... vamos todos numa linda passarela... de uma aquarela que um dia enfim... descolorirá"...
Deste fim chega-se ao recomeço... basta para isto, simplesmente uma folha qualquer e um sol amarelo...
4 comentários:
Uau... Sem palavras.
Aliás... Ultimamente eu ando muito sem palavras...
Mas pra que palavras se o coração pode mostrar tudo tããão na cara?
Vale fazer crítica também? Eu não gostei do texto, achei bobinho e cheio de clichês. Os sentimentos e a música abordados mereciam mais plasticidade, não acha?
Az, Ax, As críticas fazem parte da rotina dos escritores! hahaha
tô sempre aqui Ju, você tá mandando
benzaço e ao contrário do machado acima, gostei da construção! Mas sou suspeito pra falar, pois tudo que se escreve positivamente do Vinicinho e do Toquícius eu me amarro um monte. Gostei da "saudade, tristeza, etc disfarçados de sambinhas alegres."
continua alimentando esta parafernália virtual
beijosssssssssss
Apesar de toda a matemática e a métrica necessárias para se fazer uma música (ainda que de maneira inconsciente), música não é uma coisa racional.
Ela nasce do sentimento de alguém que tem alguma coisa para dizer. Algo que não conseguiu conter e colocou para fora... ou algo que, mesmo que se contido, precisava ser dito.
O mesmo ocorre com o receptor. Não gostamos de uma música por causa de sua complexa métrica de compassos quebrados ou por conta do nome de quem canta. Também por isso. Mas gostamos de música que nos faz sentir, que nos DIZEM RESPEITO. Música boa é aquela que nos diz respeito seja do Chico ou do Pinico. Seja ela piegas, pop, trash ou cabeça.
Acho que isso o texto nos deixa claro... "pois no peito dos desafinados também bate um coração".
Bjos.
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